As ruas e todo o ecossistema de risco oferecido fora de casa foi apurado em pesquisa realizada pela União das Nações Unidas de proteção a Criança em 62 municípios do Brasil, Argentina e Paraguai. Os números chocam pelo drama vivido pelos pequeninos que fazem da prostituição e do esmolar o único meio de sobrevivência. O perfil apurado pela Unicef soma ao levantamento realizado pela Vara da Infância e Adolescência, onde cerca de 5% das crianças que atravessam a Ponte Internacional da Amizade estão sendo escravizadas pelos chefões do contrabando. Muitas em troca de pagar pela divida acabam obrigadas na cama dos algozes.
A realidade da infância no Brasil, Argentina e Paraguai foi mapeada pela União das Nações Unidas e Proteção a Infância. Os números inéditos são resultado de uma pesquisa realizados em 62 municípios da fronteira. O mapeamento envolve 1,9 milhões de pessoas — entre elas mais de 13 mil indígenas. Do total 880 mil tem menos de 19 anos e 220 mil são menores de cinco anos, ou seja, quase 45% da população das três fronteiras é formada por crianças e adolescentes.
Ao comparar os números tendo como foco o índice populacional de zero a 17 anos, a Argentina lidera com 50,2%, seguidos pelo município Paraguai com 44,2% e o Brasil com 39,8%. Em 30 destes municípios 48% dos pesquisados vivem em situação de pobreza. Os indicadores são maiores que a média estadual, apontando para uma realidade de milhares de crianças e adolescentes vivendo em situação de pobreza ou com Necessidades Básicas Insatisfeitas.
O índice apurado pela Unicef reforça o levantamento feito pela Vara de Proteção a Criança, onde 5% são explorados pelo crime organizado. Outro dado desta vez apontado pelo Conselho Municipal da Criança indicou um crescimento de 400% do número de pequeninos em estado de risco. (Ver matéria nestas páginas). Entre os motivos que estariam empurrando as menores para a busca da sobrevivência estão o de
semprego, e o desajuste familiar.
No leque de dados abordados pela pesquisa, chama a atenção o alto índice de repetência e evasão escolar, provocada pelo trabalho infantil. Os mais atingidos são os de 15 a 17 anos na área rural, especialmente nos departamentos Guaraní, San Pedro e General Manuel Belgrano, na Argentina. Estes mesmos departamentos têm taxas de repetência altas em relação à média nacional.
No Brasil, existem problemas de evasão escolar no ensino médio é de mais de 15%. Em 65% dos municípios selecionados as taxas de reprovação da 1ª à 4ª série do ensino fundamental é maior que 10% em 18 municípios. No Paraguai, há uma preocupação da população dos municípios estudados com a baixa porcentagem de adolescentes com acesso à educação e com as altas taxas de analfabetismo. Os municípios dos três países demandam mais vagas em creches e na educação infantil, assim como cursos profissionalizantes para adolescentes.
O trabalho infantil faz com que as crianças e adolescentes deixem de freqüentar, ou de freqüentar regularmente, a escola. Também é um fator que provoca atrasos na aprendizagem e, portanto, contribui para aumentar os índices de repetência.
Na Província de Misiones, crianças e adolescentes trabalham principalmente em atividades agrícolas e agroflorestais, mas não existem estatísticas atualizadas. Nos municípios brasileiros selecionados, é precária a situação de crianças que trabalham nas ruas e em serviços domésticos.
No Paraguai, as crianças trabalham no campo e na cidade e preocupa a questão das “criaditas” domésticas. Brasil e Paraguai têm, na Ponte da Amizade, um grande desafio, dada a atração que exerce sobre crianças e adolescentes, cooptadas para todo tipo de trabalho. (Ver matéria nestas páginas)
Outro grave problema enfrentado na região estudada são os diversos tipos de abuso, exploração e violência. A existência de exploração sexual comercial associada a atividades de turismo e tráfico de drogas é reconhecida por diversos setores da população entrevistada durante o trabalho de campo. Não obstante, não existem dados estatísticos sobre o tema em nenhum dos países.
Nos municípios argentinos selecionados existe desde o recrutamento de jovens para prostíbulos mais ao Sul do país, até a combinação de trabalho na rua e atividades sexuais. Nos brasileiros, crianças e adolescentes são explorados sexualmente nas ruas, em hotéis e em prostíbulos.
A região é rota de tráfico internacional de seres humanos, o que significa que crianças e adolescentes estão vulneráveis ao recrutamento para exploração sexual comercial na Argentina, Brasil, Paraguai e Europa. A situação no Paraguai é similar à do Brasil, tanto nas situações de exploração sexual, quanto na vulnerabilidade a rotas de tráfico de seres humanos.
Ao comparar os números tendo como foco o índice populacional de zero a 17 anos, a Argentina lidera com 50,2%, seguidos pelo município Paraguai com 44,2% e o Brasil com 39,8%. Em 30 destes municípios 48% dos pesquisados vivem em situação de pobreza. Os indicadores são maiores que a média estadual, apontando para uma realidade de milhares de crianças e adolescentes vivendo em situação de pobreza ou com Necessidades Básicas Insatisfeitas.
O índice apurado pela Unicef reforça o levantamento feito pela Vara de Proteção a Criança, onde 5% são explorados pelo crime organizado. Outro dado desta vez apontado pelo Conselho Municipal da Criança indicou um crescimento de 400% do número de pequeninos em estado de risco. (Ver matéria nestas páginas). Entre os motivos que estariam empurrando as menores para a busca da sobrevivência estão o de
semprego, e o desajuste familiar.No leque de dados abordados pela pesquisa, chama a atenção o alto índice de repetência e evasão escolar, provocada pelo trabalho infantil. Os mais atingidos são os de 15 a 17 anos na área rural, especialmente nos departamentos Guaraní, San Pedro e General Manuel Belgrano, na Argentina. Estes mesmos departamentos têm taxas de repetência altas em relação à média nacional.
No Brasil, existem problemas de evasão escolar no ensino médio é de mais de 15%. Em 65% dos municípios selecionados as taxas de reprovação da 1ª à 4ª série do ensino fundamental é maior que 10% em 18 municípios. No Paraguai, há uma preocupação da população dos municípios estudados com a baixa porcentagem de adolescentes com acesso à educação e com as altas taxas de analfabetismo. Os municípios dos três países demandam mais vagas em creches e na educação infantil, assim como cursos profissionalizantes para adolescentes.
O trabalho infantil faz com que as crianças e adolescentes deixem de freqüentar, ou de freqüentar regularmente, a escola. Também é um fator que provoca atrasos na aprendizagem e, portanto, contribui para aumentar os índices de repetência.
Na Província de Misiones, crianças e adolescentes trabalham principalmente em atividades agrícolas e agroflorestais, mas não existem estatísticas atualizadas. Nos municípios brasileiros selecionados, é precária a situação de crianças que trabalham nas ruas e em serviços domésticos.
No Paraguai, as crianças trabalham no campo e na cidade e preocupa a questão das “criaditas” domésticas. Brasil e Paraguai têm, na Ponte da Amizade, um grande desafio, dada a atração que exerce sobre crianças e adolescentes, cooptadas para todo tipo de trabalho. (Ver matéria nestas páginas)
Outro grave problema enfrentado na região estudada são os diversos tipos de abuso, exploração e violência. A existência de exploração sexual comercial associada a atividades de turismo e tráfico de drogas é reconhecida por diversos setores da população entrevistada durante o trabalho de campo. Não obstante, não existem dados estatísticos sobre o tema em nenhum dos países.
Nos municípios argentinos selecionados existe desde o recrutamento de jovens para prostíbulos mais ao Sul do país, até a combinação de trabalho na rua e atividades sexuais. Nos brasileiros, crianças e adolescentes são explorados sexualmente nas ruas, em hotéis e em prostíbulos.
A região é rota de tráfico internacional de seres humanos, o que significa que crianças e adolescentes estão vulneráveis ao recrutamento para exploração sexual comercial na Argentina, Brasil, Paraguai e Europa. A situação no Paraguai é similar à do Brasil, tanto nas situações de exploração sexual, quanto na vulnerabilidade a rotas de tráfico de seres humanos.


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